O negro no cinema de Jean Rouch

Moi

 

O grande esteta Jean Rouch morreu em 2004 em decorrência de um acidente automobilístico na Nigéria.

Rouch foi explorador, doutor em literatura, engenheiro civil, etnólogo, sociólogo e um dos grandes nomes do  cinéma-vérité.

Preocupado com a sorte dos negros africanos, rodou filmes sobre estes em Alto Volta, Mali, Costa do Marfim.

Seu grande filme foi Eu um negro (Moi un noir, 1958), que põe em xeque as noções de ficção e realidade através de um importante documento etnográfico. No filme, Rouch acompanha um grupo de amigos nigerianos que vivem de biscates na Costa do Marfim em meados da década 50, ao passo em que se discute a problemática da colonização francesa na África.

O cinema de Rouch foi uma espécie de corrente que influenciou um grande número realizadores, e que serviu de inspiração para os diretores da Nouvelle Vague. Por exemplo: o filme Acossado de Godard, inicialmente se chamaria Moi, un blanche (Eu, um branco).

Rouch deu maturidade ao filme de documentário no mundo.  Como artista e como homem é uma consumação a ser desejada.

Ferreira Gullar, nosso esteta maior, dizia que a linguagem, se verdadeira, é revolucionária. Sendo assim, é inegável dizer que toda verdade também é. Viva Rouch.

 

 

 

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