Os reis da comédia britânica

Monthy

 

Quando A Vida de Brian foi lançado (que é a hilariante história de um hebreu comum, contemporâneo a Jesus Cristo, que ao se unir a um grupo rebelde tidos como terroristas pelos soldados romanos, acaba sendo confundido com o próprio Messias, recusando-se assim a ser seguido e visto como o salvador da humanidade), a trupe inglesa Monty Python, um dos mais representativos grupos de comédia de cinema do mundo, pareciam premonizar o início do fim.

Foi o mesmo ano, 1979, em que a Rainha Elizabeth II convidava, pela primeira vez em seu reinado, uma mulher para formar o governo.

Margareth Tatcher foi eleita primeira-ministra. Seu governo foi pintado com as cores de satã (ela cortou gastos e inúmeros programas sociais foram pelo ralo), privatizou meio mundo, reduziu impostos para os ricos, concentrou a renda de forma descabida e o monstro capitalista comeu de concha.

O resultado, é que logo no primeiro ano de seu governo o desemprego dobrou, greves pipocaram e os súditos raivosos queriam a cabeça de Tatcher em uma bandeja de prata.

Os Monty Python, que mudaram para sempre os paradigmas da época com piadas e situações nonsense  e que satirizavam do fundamentalismo religioso ao modus vivendi pequeno-burguês, já nos ensinavam que é melhor partir para o humor, a forma mais sublimada de agressividade, ou enlouquecemos.

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