Trunfo de roteiro marca novo ‘X-Men’de Bryan Singer

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O filme começa em um futuro pós-apocalíptico em 2023 com os filhos do átomo, os X-Men, às favas com robôs colossais, os Sentinelas.

Desenvolvidos por Dr. Bolivar Trask (Peter Dinklage), prolífico industrialista de armas em 1973, estas máquinas beligerantes são capazes absorver, adaptar e finalmente usar este poder contra seu adversário.

Nesse universo distópico, Professor Xavier (Patrick Stewart)  e seu ex-arqui-inimigo Magneto (Ian McKellen)  agora lideram um diminuto contingente de X-Men que resistem à duras penas a invasiva dos Sentinelas.

Acastelados, os super-heróis bolam um plano dos mais mirabolantes para impedir o genocídio dos que restaram de sua raça: com a ajuda de Kitty Pryde (Ellen Page), decidem enviar a consciência de Wolverine (Hugh Jackman) de volta ao seu próprio corpo nos anos 70  para demover a aprovação da lei anti-mutantes  mudando dessa maneira os rumos da história.

O roteiro de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é um milagre de inspiração.

Há muito, tenho acompanhado as recentes críticas que meus colegas resenhistas de cinema tem tecido ao analisarem o novo X-Men – Dias de um Futuro Esquecido.

Uma minoria, formada de patrulhas macarthistas, criou para si um universo à parte – o que nada mais é que uma forma camuflada de religião –  onde todo e qualquer roteiro de filme a ser produzido na indústria de cinema norte-americana deve antes passar pelo crivo de sua membresia.

Estamos em Hollywood, minha gente. A glamorizada zona dos clichês, esse terreno pantanoso na ficção.

Em  Hollywood – não o distrito de Los Angeles nos Estados Unidos, mas sim a terra de ninguém artística – , há a vaporização de ideais, reciclagem de roteiros, clonagem de tramas e onde até o santo clichê  é, às vezes, inexcedível.

Há de se levantar montanhas de argumentos contra este novo X-Men – as que dizem a respeito à cronologia dos quadrinhos são apenas algumas delas. Mas o negócio é que o espectador, mesmo o não familiarizado com os gibis da Marvel  e que venenosamente fazer cara de esgar colérico por conta do excesso de heróis e das variações entre passado e futuro,  contemplará um filme de ação com um roteiro engenhoso, deliciosamente lugar-comum e que consegue agradar a todos, público e crítica.

O DNA mutante dos super-produtores da Fox com sua visão mercadológica atípica,  anos-luz à frente dos outros seres humanos, conseguiram agradar não somente a patuleia, a maioria acostumada à pipoca de micro-ondas e a Coca-Cola Zero, mas também, mais precisamente, aos exigentes fãs das HQs.

E estes ficaram de joelhos.

 

 

 

 

 

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